O Movimento DRH

Em 1970, a primeira Traveling Folk High School (algo como “Escola Secundária Popular Itinerante”) surgiu na Dinamarca, país em que tal estilo de educação alternativa ganhou status de tradição. A escola foi iniciada por um grupo de oito professores que haviam passado a década de 1960 viajando ao redor do mundo – um comportamento bastante incomum para a época.

Nos primeiros 10 anos, a escola se tornou um sucesso na Dinamarca e em toda região da Escandinávia.  Milhares de jovens participaram de cursos com o propósito de viajar, conhecer o planeta, encontrar e fazer novos amigos interessantes além de usar essas experiências que aprederam para suas vidas. Mais de 140 países foram visitados e a distância viajada equilave a ir e voltar da Terra até a Lua mais que 100 vezes.

Professores e estudantes aprendiam muito sobre as condições de muitos países pobres ao redor do mundo. Para muitos deles era como uma revelação pessoal. Mesmo que a televisão pudesse e mostrasse imagens de coisas novas e desconhecidas, elas não representavam a realidade. Portanto,os jovens viajantes, seja no Irã ou na Índia, nos anos setenta, ficavam muito impreesionados com quase todos os detalhes não menos que com o quadro geral. Assim, contruíam uma visão ampla e não antecipada.

Ainda sobre os primeiros 10 anos, todos os tipos de viagem foram usados – dirigir em ônibus velhos da Europa para Ásia até a Índia, em pequenos barcos pelos rios da Europa, voando para América do Sul e escalando por lá, usando motos cruzando os EUA, com trenós puxados por cachorros pela Groelândia, da União Soviética para a China pela ferrovia Transiberiana, pelo deserto do Saara em carros 4x4, fazendo canoagem por áreas selvagens do Canadá, na garupa de bicicletas pelo Caribe, etc.

A viagem clássica levava 9 meses – 2 meses de preparação, 4 meses de viagem e 3 meses de trabalhos de informação. Isso acontecia em ônibus velhos adaptados para isso. Eles iam da Dinamarca até a Índia e voltavam pelo Oriente Médio. Por onde eles viajavam, especialmente em países mais distantes, as pessoas ficavam surpresas. Para que esses jovens vieram para cá? Apenas para perguntar e ouvir? Para fazer amigos e aprender sobre a vida em outros lugares do mundo!? Trazendo suas casas nas costas, trazendo instrumentos musicais, sempre interessados em tentar entender, discutir, cantar, encotrar pessoas e convidá-las para um chá! Um comportamento muito surpreendente!

A Travelling Folk High School desenvolveu seus próprios pedagógicos – aqui estão alguns deles: "Você deve estar perto daquilo que você quer aprender – quanto mais perto você chega, mais você aprende"- "Somente Adão estava sozinho no mundo – nós estamos aqui juntos"- "De um lugar que você não entende muito – você deve ser flexível para aprender" e "O que  você aprende, você aprende em dobro quando passa para os outros".

Os anos sessenta e setenta foi uma época em que muitas pessoas ao redor do mundo passaram a ter uma concepção global ao invés de apenas uma referência local. Isso foi causado em todos os países desenvolvidos por fatores como crescimento econômico, melhorias na educação e o advento da televisão. Muitas pessoas das partes ricas do mundo descobriram a realidade – velha mas não amplamente conhecida e muito menos em detalhes – das desigualdades das pessoas pelo mundo. As pessoas começaram a perceber  que talvez também tinha responabilidade sobre aquilo. A Travelling Folk High School fez sua parte ai adicionar peças do quebra-cabeça da desigualdade e conferindo uma concepção global aos estudantes.

As lições eram simples. O globo é habitado por seres humanos de certa forma iguais – alguns pobres, alguns ricos; alguns negros, alguns brancos; alguns budistas, alguns muçulmanos – mas todos com o desejo de ter uma boa vida em paz, ser educado, ter uma boa saúde, criar os filhos, fazer a diferença e mudar as coisas para melhor.

As possibilidades e condições entretanto eram muito diferentes. Em alguns lugares havia o suficiente e em outros mais que o suficiente. Em outros lugares, até mesmo pequenas mudanças tinham  muita dificuldade. Mesmo com as pessoas trabalhando duro, elas não tinham como mudar efetivamente suas condições básicas de vida.

O confronto constante com um mundo onde as distâncias entre pobres e ricos é imensa e cresce rapidamente ao invés de haver um crescimento do nível de riqueza global. Isso é um motivador para depertar o desejo sincero de agir e se tornar parte da solução desta situação.

Foi por essa razão que se deu o desenvolvimento natural da escola de viagens que estudava a situação do mundo para uma escola de ação ativa nas mudanças por condições melhores. Portanto, de 1980 em diante o programa da escola mudou de viagens para participação.

Começou em pequena escala – como levar vitaminas para crianças em vilas da Índia ou por a maior quantidade de agasalhos possívies no ônibus para pessoas pobres do leste da Turquia onde as temperaturas no inverno podem chegar a -40 Celsius. Também empacotar sementes doadas por mercados locais em sacos e levá-las para agricultores da Bolívia.  Todas as iniciativas vieram espontaneamente através do encontro com pessoas em necessidade e conhecendo que você tem muito com o que ajudar.

Foi desenvolvido em períodos mais longos como de 1 a 2 meses de parada em um lugar para participar em construções de escola, jardins de infância e pequenas oficinas com o dinheiro e material arrecadado e trazido dos seus países.

Em 1997, o que hoje é chamado de movimento internacional Humana People to People foi fundado por alguns professores da Traveling Folk High School com o propósito de criar um instrumento prático na luta contra as condições de pobreza, doenças e preocupações e trabalhar para implementar uma melhor qualidade de vida para o planeta no futuro.

A Travelling Folk High School na maior parte do tempo tem crescido em números. Desde 1980 com a cooperação da Humana People to People, as escolas tem se engajado no trabalho com desenvolvimento pelo mundo.  Em cooperação, a Humana People to People as escolas oferecem oportunidade para pessoas comuns participarem nos projetos de desenvolvimento na África, Ásia e América Latina. Nos últimos 20 anos, milhares de pessoas de todas as idades e nacionalidades tem tido essa oportunidade.

Hoje, 13 Travelling Folk High Schools tem trabalhado juntas num movimento global desenvolvendo programas educacionais e oferecendo oportunidades de participar ativamente na criação do desenvolvimento. São 4 escolas na Dinamarca, 1 na Noruega, 1 na Inglaterra, 3 nos EUA, 1 na China, 1 na Índia, 1 na África do Sul e 1 no Caribe.

A Humana portanto se tornou global e conta com 30 associações operando um total de 200 projetos. Os projetos em países desenvolvidos estão trabalhando com coleta, seleção, e venda de roupas de segunda mão com o objetivo de gerar fundos para os projetos nos países em desenvolvimento. A maioria dos projetos estão na África Sub-Sahariana. Os projetos atuam em diferentes linhas de trabalho. Escolas, projetos de ajudas às crianças, reflorestamento e projetos ambientais, HOPE e TCE, os quais ambos são projetos de luta contra AIDS/HIV, projetos de geração de renda, refugiados e ajuda humanitária.

Os projetos têm como objetivo desenvolver as capacidade e as habilidades das pessoas, tornando-os aptos, por meio dos próprios esforços, à criar melhores condições de vida. Mais de meio milhão de pessoas estão diretamente envolvidas nos projetos e muitos mais são os beneficiados. Desde que os Trabalhadores Solidários, como eram chamados inicialmente, foram para as áreas rurais na África e começaram a trabalhar com o povo , eles tiveram grande sucesso. Sozinhos, a presença deles causaram alguns problemas nas comunidades. No início, muitos locais iam até os locias das construções atraídos pelo rumor de que havia brancos trabalhando. Entretanto, não demorou para que os Trabalhadores Solidários fossem colocados no coração da comunidade e desde então tem sido assim. Gradativamente, as pessoas foram entendendo que os Trabalhadores Solidários não praticavam caridade ou esperavam alguma gratificação por suas ações. Eles simplesmente queriam ser vistos como companheiros humanos comuns que depositavam suas energias na criação do desenvolvimento onde era preciso e esperavam o mesmo dos locais.

Muitas coisas mudaram nos últimos 25 anos – no mundo e, conseqüentemente, nos programas da Travelling Folk High Schools. Com o nascimento do novo milênio, os Trabalhadores Solidários se tornaram Intrutores de Desenvolvimento, refletindo o conhecimento e experiência acumulada em como criar o Desenvolvimento.

Os estudantes participam do programa como parte de um time mas irão se preparar cada um para seu próprio trabalho a ser desenvolvido no projeto como Instrutor de Desenvolvimento. Cada Instrutor de Desenvolvimento tem um trabalho na linha dos trabalhos desenvolvidos pela organização Humana People to People. O projetos são de longo prazo e contam com um staff local permanente e líderes de projetos que vêm de diferentes países. Os Instrutores de Desenvolvimento são um contínuo impulso de novas energias o que é de grande valor para o desenvolvimento porque cada contribuição é parte de uma organizada e contínua atividade.

Desenvolvimento é um fenômeno de muitas faces e muitos lugares. Não pode ser patenteado e ter uma receita pronta. Cada Instrutor de Desenvolvimento deve gerar entusiasmo para participar ativamente na busca por soluções e se juntar às forças do desenvolvimento nas favelas das cidades e nas vilas rurais. No mundo da realidade.

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